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Nasci em Conselheiro Lafaiete/MG e vivo entre Belo Horizonte e São Paulo. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG, levo para a direção de arte e para a produção de objetos as ferramentas que aprendi para pensar espaço, volume, escala e matéria na construção dos mundos e vidas a vir a ser de um roteiro. Além de encarnar as palavras nos espaços e nas coisas, materializando o que está d-escrito, o encanto da direção de arte está na capacidade de tornar visível o que fica fora do texto, ainda que dentro do filme. Desde 2021, realizei várias funções dentro do departamento, sobretudo como produtora de objetos, onde experimentei um modo de trabalhar que me encanta por se relacionar ao fazer arqueológico. Produzir objetos é como caçar, prospectar e coletar artefatos cotidianos para a invenção dos espaços do filme. Isso acontece por meio de redes de relações e cumplicidade, em encontros e negociações pela cidade, numa gincana que mistura expectativa, descoberta e surpresa.
Trabalhei com produtoras mineiras como Filmes de Plástico, Anavilhana, Piranha Filmes, Ventura Filmes e Katásia Filmes, além de produções para Netflix e Globoplay. Ao longo desse percurso, tive a oportunidade de trabalhar com diretores e diretoras cujo trabalho admiro, como Clarissa Campolina, Juliana Antunes, Mariana de Melo, Mariana Jaspe, João Dumans, Sérgio Borges, André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e Breno Alvarenga.
Atualmente, estou na fase de pesquisa e desenvolvimento de roteiro do curta-metragem Cacos, filme que se relaciona com a dimensão fantástica dos objetos e percorre as poéticas da arqueologia cotidiana.
I was born in Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, and live between Belo Horizonte and São Paulo. With a degree in Architecture and Urbanism from UFMG (Federal University of Minas Gerais), I bring to production design, props, and set decoration the tools I learned to think through space, volume, scale, and materiality in the construction of worlds and lives yet to emerge from a screenplay. Beyond embodying words through spaces and objects — giving material form to what is written on the page — the enchantment of production design lies in its ability to make visible what remains outside the text, yet still within the film. Since 2021, I have worked in several roles within the art department, especially in props and set decoration, where I discovered a way of working that fascinates me for its connection to an archaeological practice.
Working with objects feels like hunting, prospecting, and collecting everyday artifacts for the invention of cinematic spaces. This process unfolds through networks of relationships and affection, in encounters and negotiations carried out while moving through the city, in a continuous dynamic of anticipation, discovery, and surprise.
I have worked with production companies from Minas Gerais such as Filmes de Plástico, Anavilhana, Piranha Filmes, Ventura Filmes, and Katásia Filmes, as well as on productions for Netflix and Globoplay. Along the way, I had the opportunity to collaborate with filmmakers whose work I deeply admire, such as Clarissa Campolina, Juliana Antunes, Mariana de Melo, Mariana Jaspe, Sérgio Borges, João Dumans, André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e Breno Alvarenga.
Currently, I am in the research and development phase of the script for the short film Shards, a film that engages with the fantastical dimension of objects and explores the poetics of everyday archaeology.